Governo da China afirma que Otan ‘fabrica desinformação’

Governo da China afirma que Otan ‘fabrica desinformação’


Pequim não condenou a invasão da Ucrânia e, de acordo com os países ocidentais, estaria ajudando a indústria bélica russa ao continuar comprando petróleo e gás natural a preços baixos

Sergei KARPUKHIN / SPUTNIK / AFPxi jinping e Putin
Xi Jinping e Vladimir Putin se encontraram em várias ocasiões após início da guerra da Ucrânia

O governo chinês respondeu recentemente às acusações feitas por líderes da Otan de que Pequim estaria ajudando a Rússia durante a guerra contra a Ucrânia. Segundo o governo chinês, as alegações dos países ocidentais são infundadas e fabricadas. A China, aliada da Rússia, não condenou a invasão da Ucrânia e, de acordo com os países ocidentais, estaria ajudando a indústria bélica russa ao continuar comprando petróleo e gás natural a preços baixos, enriquecendo o Kremlin. Além disso, a China estaria fornecendo alternativas tecnológicas para que a indústria bélica russa continue produzindo. Antes da guerra, muitos componentes utilizados pela indústria bélica russa eram provenientes dos Estados Unidos e de outros países ocidentais. No entanto, devido às sanções e embargos econômicos, essa importação não é mais possível, tornando a China uma alternativa viável para os russos.

cta_logo_jp

Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!

Nos últimos dois anos, a China elaborou um plano de 14 pontos que seria um caminho para a paz entre Rússia e Ucrânia, mas em nenhum momento condenou a invasão russa. Pequim tem tentado manter uma posição de neutralidade para evitar sanções econômicas que poderiam afetar sua própria indústria. Durante o período de guerra, os líderes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, se encontraram em várias ocasiões, reafirmando os laços de amizade entre os dois países. Ambos negaram as acusações de que o país asiático estaria suprindo a indústria bélica russa. A posição da China e suas ações durante o conflito continuam a ser um ponto de tensão nas relações internacionais.

*Com informações do correspondente Luca Bassani





Fonte: Jovem Pan

Mundo