Nível do Guaíba fica abaixo da cota de inundação pela 1ª vez desde começo de maio

Nível do Guaíba fica abaixo da cota de inundação pela 1ª vez desde começo de maio


Segundo Cemaden, mesmo com o recuo das águas, o risco de enchentes na região metropolitana de Porto Alegre é alto

Foto: EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDOO nível do Lago Guaíba segue afetando o bairro Menino Deus, na região centro-sul de Porto Alegre (RS), nesta quarta-feira, 15 de maio de 2024. Com a trégua da chuva na região, as águas começaram a baixar lentamente hoje, chegando a 5,19 metros no final da manhã. Barcos carregados de água e mantimento prestavam apoio a quem ainda resiste dentro de casas, apartamentos e empresas.
Nível do Guaíba recuou para abaixo da cota de inundação, de 3,60 metros, por volta das 5h da manhã

O nível das águas do Rio Guaíba, em Porto Alegre (RS), ficou abaixo da cota de inundação pela primeira vez em aproximadamente um mês, mas a região ainda corre risco de enchentes nos próximos dias, segundo informações divulgadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O nível do Guaíba recuou para abaixo da cota de inundação, de 3,60 metros, por volta das 5h da manhã, quando atingiu 3,58 metros. A leitura mais recente, publicada às 9h15, marcava 3,53 metros e indicava que o nível das águas seguia caindo. Em 5 de maio, quando alcançou o nível mais alto do atual período de enchentes, o Guaíba chegou a 5,35 metros.

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Mesmo com o recuo das águas, porém, o risco de enchentes na região metropolitana de Porto Alegre é alto, segundo o Cemaden. O órgão citou em boletim a continuidade dos processos hidrológicos de inundação “em função da propagação da onda de cheia proveniente das bacias hidrográficas dos rios Jacuí, Taquari, Caí e Sinos, localizados à montante do Lago Guaíba”. O Cemaden ressalta que as bacias estão “acima da cota de alerta”. Em outras regiões do Rio Grande do Sul, o risco é ainda maior. O órgão destaca os municípios banhados pela Lagoa dos Patos.

Em Pelotas, por exemplo, a medição mais recente na região de Laranjal apontava que, às 8h, a lagoa estava a 2,43 metros, bem acima da cota de inundação, de 1,70 metro.

“O risco hidrológico poderá se agravar devido à permanência do deflúvio elevado proveniente do Lago Guaíba, cujo nível elevado pode ser acentuado pelas condições dos ventos, e devido à possibilidade de elevação dos níveis dos rios nas bacias dos rios Camaquã, Arroio Fragata e Canal São Gonçalo, rio Piratini, Arroio Grande e Jaguarão”, disse o Cemaden.

Efeito das enchentes

Ainda que o nível das águas esteja diminuindo, os números sobre impacto das enchentes no Rio Grande do Sul continuam a aumentar. Entre ontem e hoje, dados divulgados pelo governo do Estado apontaram que o número de municípios afetados subiu de 473 para 475, e a população atingida cresceu de 2,35 milhões para 2,39 milhões.

O número de mortos pelas enchentes também cresceu – de 169 para 171. Houve queda, no entanto, no total de desaparecidos (de 44 para 43) e de pessoas em abrigos (39.595 para 37.812). Os desalojados seguem em 580.111.

*Com informações do Estadão Conteúdo





Fonte: Jovem Pan

Brasil