Universidades federais rejeitam acordo proposto pelo governo e decidem manter greve

Universidades federais rejeitam acordo proposto pelo governo e decidem manter greve


Ministério da Gestão propõe aumentos salariais entre 13,3% e 31% até 2026, com reajustes a partir de 2025, variando de acordo com a categoria; sindicato considera postura ‘unilateral’ e ‘intransigente’

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilOs comandos nacionais de greve do Andes Sindicato Nacional, Sinasefe e da Fasubra Sindical dão entrevista sobre as negociações e andamentos da greve de professores e técnicos administrativos da educação federal
EEntrevista coletiva sobre as negociações e andamentos da greve de professores e técnicos-administrativos da educação federal

As universidades e institutos federais de ensino superior (Ifes) permanecerão em greve, pois as entidades coordenadoras da paralisação não concordam com o acordo proposto pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Em uma entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (24), as entidades reiteraram a necessidade de continuar as negociações. O ministério encerrou as negociações com os professores das instituições federais, informando que o encontro marcado para a próxima segunda-feira (27) tem como objetivo a assinatura de um termo de acordo, sem margem para novas contrapropostas. O presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Gustavo Seferian, criticou a postura do governo, considerando-a “unilateral” e “intransigente”.

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A greve dos professores e técnicos administrativos das instituições federais de ensino superior e colégios federais teve início em 15 de abril e continua em 59 universidades e mais de 560 colégios federais. A proposta do governo prevê aumentos salariais entre 13,3% e 31% até 2026, com reajustes a partir de 2025, variando de acordo com a categoria. Os representantes dos servidores defendem a recomposição salarial e criticam a falta de reajuste para este ano. O desbloqueio de R$ 2,9 bilhões no orçamento foi apontado como uma possibilidade de atender às demandas da categoria. A expectativa é que o presidente Lula intervenha nas negociações para destravar o impasse. As negociações com o pessoal técnico-administrativo ainda estão em andamento, com propostas de aumento médio de 28% no período 2023-2026. A categoria apoia os docentes e repudia a postura do ministério em relação ao fim das negociações. Uma nova rodada de conversas está prevista para o início de junho, visando encontrar um consenso entre as partes.

Publicada por Felipe Cerqueira

*Reportagem produzida com auxílio de IA





Fonte: Jovem Pan

Brasil