Uma carta escrita pela jovem de 24 anos que foi resgatada pela Polícia Militar de Goiás, no estado brasileiro de Goiás, depois de ter sido sequestrada e acorrentada, foi encontrada no bolso da calça do ex-marido quando ele foi detido.
De acordo com o g1, a carta está assinada por Emiliane Tamara Nunes Carvalho e foi escrita em uma folha de caderno, endereçada à família.
Entre outras coisas, a carta menciona vários bens, desde um carro até a escritura da casa. Há ainda um alerta: “Leia com atenção, não chame a polícia”.
“Mamãe, vá a um advogado para levar os papéis do carro, casinha, todos no meu nome. O Aliton vai deixar um valor de 30-50 mil”, diz a carta.
Em outro trecho, a jovem de 24 anos escreve: “Espero que não seja um adeus. Estarei sempre em espírito”.
Segundo o major Jorge Paiva, citado pelo jornal brasileiro, as autoridades acreditam que Emiliane Tamara tenha sido obrigada a escrever a carta perto da data em que um resgate foi pedido.
“Ele [o ex-marido] estava com a carta na hora da abordagem, estava no bolso”, afirmou.
Vale lembrar que o resgate da jovem aconteceu na última sexta-feira, em Águas Lindas de Goiás. A vítima foi encontrada presa com algemas, cordas e uma corrente de ferro.
Ela também estava com uma máscara no rosto para evitar que os vizinhos ouvissem seus gritos e contou à polícia que foi estuprada várias vezes pelo ex-marido durante o período em que esteve sequestrada.
O alerta sobre o desaparecimento foi dado às autoridades na última segunda-feira, 17 de agosto. Naquele dia, a jovem saiu de casa para ir a uma consulta e não voltou.
Posteriormente, por meio da análise das câmeras de segurança, foi possível perceber que ela saiu do estabelecimento, sendo essa a última vez em que foi vista.
A mulher foi localizada dias depois, após uma equipe da Polícia Militar abordar o ex-marido — que também havia sido dado como desaparecido — em uma via pública. Durante a abordagem, o homem tentou fugir, mas acabou sendo detido.
Emiliane Tamara, que já recebeu alta hospitalar, recorreu às redes sociais para falar sobre o caso e agradecer à família.
“As buscas não acabam aqui. Agora é o início de tudo. O início para que a gente possa buscar justiça pelo que aconteceu comigo. Eu peço ajuda e o apoio de todos vocês para continuarem segurando a minha mão para que vençamos esta batalha. Para que ele não possa machucar mais nenhuma mulher”, disse.
Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Record, a jovem revelou que, nos dias em que esteve presa, “só pensava nos filhos”.
“Comecei a refletir sobre a questão de ser mãe porque tenho trabalhado muito, tenho focado muito em tentar conquistar as coisas. Se eu morresse, teria passado muito pouco tempo com eles”, recordou.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás.
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