Mulher é acusada de contratar ‘matador’ pelo Tinder para matar ex e filha



Uma cabeleireira de Nova Jersey acusada de tentar contratar um assassino de aluguel pelo Tinder para matar o ex-namorado e a filha dele tem audiência marcada para esta segunda-feira (14) na Justiça Federal dos Estados Unidos.

Jaclyn D. Diiorio, de 28 anos, está presa sob custódia federal e deverá comparecer diante do juiz Scott W. Reid, na Filadélfia, para uma audiência que analisará sua detenção. Segundo seu advogado, Robert Gamburg, ela deverá se declarar inocente das acusações.

Diiorio foi formalmente indiciada neste mês por duas acusações de uso de meios de comunicação interestaduais em um esquema de assassinato mediante pagamento. Se condenada pelas acusações federais, pode receber pena de até 20 anos de prisão.

Suposto matador foi conhecido pelo Tinder

O caso começou em março de 2025, quando Jaclyn conheceu pelo Tinder um homem que ela acreditava poder ajudá-la a executar o plano. O que ela não sabia era que ele atuava como informante confidencial das autoridades.

Segundo a acusação, os dois trocaram mensagens e telefonemas antes de se encontrarem pessoalmente. Durante as conversas, Jaclyn teria manifestado o desejo de matar o ex-namorado, um policial da Filadélfia de 53 anos.

Posteriormente, a filha dele, então com 19 anos, também teria sido incluída entre os alvos.

De acordo com documentos judiciais, Jaclyn teria oferecido aproximadamente US$ 12 mil pelos dois assassinatos. Em um dos encontros, ela entregou US$ 500 ao suposto matador como pagamento inicial.

Ex-namorado era policial da Filadélfia

Jaclyn havia conhecido o ex enquanto trabalhava como cabeleireira. O relacionamento terminou em março de 2025, poucas semanas antes do início das conversas que deram origem à investigação.

Segundo informações apresentadas no processo, ela também havia solicitado uma ordem de restrição contra o homem em 2024, mas posteriormente desistiu da medida.

A Promotoria sustenta ainda que a negociação realizada por meio do Tinder não teria sido a primeira tentativa de Jaclyn de encontrar alguém para matar o ex e a filha.

Durante o processo estadual, investigadores disseram que ela teria contado ao informante que outras pessoas já haviam sido procuradas anteriormente e chegaram a apresentar imagens falsas para fazê-la acreditar que uma execução havia ocorrido.

Prisão ocorreu após entrega de dinheiro

As autoridades passaram a acompanhar a negociação depois que o homem procurado por Jaclyn comunicou o caso à polícia.

Em abril de 2025, ela teria se encontrado com o informante e entregue US$ 500 em dinheiro como adiantamento. A prisão ocorreu pouco depois.

Inicialmente, Jaclyn respondeu a acusações na Justiça de Nova Jersey, incluindo tentativa de homicídio e conspiração para cometer assassinato.

Neste mês, entretanto, promotores federais passaram a atuar no caso. O indiciamento afirma que, entre 30 de março e 5 de abril de 2025, ela utilizou um telefone celular para tentar organizar os assassinatos em troca de dinheiro, o que possibilitou a apresentação das acusações federais.

Defesa alega que informante armou situação
A defesa contesta a versão da Promotoria. O advogado Robert Gamburg já argumentou que a investigação teria sido baseada em uma situação provocada pelo próprio informante.

Segundo Gamburg, o homem colaborava com as autoridades em troca de dinheiro e teria conduzido parte das conversas com Jaclyn sem acompanhamento direto dos investigadores.

A defesa chegou a apresentar anteriormente uma tentativa de derrubar as acusações estaduais alegando entrapment, conceito da legislação norte-americana utilizado quando a defesa sustenta que agentes ou colaboradores das autoridades induziram alguém à prática de um crime que não cometeria espontaneamente.

Jaclyn fez sua primeira apresentação no processo federal em 9 de setembro e permaneceu presa até a audiência marcada para esta segunda-feira. As acusações ainda não foram julgadas, e ela é considerada inocente até eventual condenação pela Justiça.
 
 
 



Fonte: Notícias ao Minuto

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