Organizações internacionais ligadas à indústria da música criaram um sistema de identificação para informar os consumidores sobre o uso de inteligência artificial em gravações musicais, anunciou a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).
A iniciativa prevê a adoção de etiquetas visuais em plataformas de streaming. Os selos indicarão se uma música foi “Criada por IA” ou produzida “Com a ajuda de IA”.
Segundo a IFPI, os símbolos permitirão que o público entenda rapidamente de que forma a tecnologia foi usada em cada gravação. O modelo poderá ser atualizado à medida que novas ferramentas de inteligência artificial surgirem.
A proposta foi desenvolvida em conjunto por entidades como a Academia do Grammy, o sindicato norte-americano SAG-AFTRA, que representa mais de 160 mil profissionais do entretenimento, a organização europeia IMPALA e a Associação da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos.
Uma gravação receberá o selo “Criada por IA” quando a maior parte ou a totalidade de seus elementos, como voz, composição e interpretação, tiver sido gerada por ferramentas ou comandos de inteligência artificial.
Já a identificação “Com a ajuda de IA” será aplicada a músicas produzidas majoritariamente por pessoas, mas que utilizaram inteligência artificial generativa em alguns elementos criativos.
As entidades envolvidas pretendem trabalhar com serviços de streaming e empresas de distribuição musical para ampliar a adoção do sistema no mercado.
“Os fãs querem saber como e se a inteligência artificial generativa está sendo usada na música que escutam”, afirmaram Vikki Oakley, da IFPI, e Mitch Glazier, da RIAA, em comunicado.
As organizações também citaram dados recentes sobre o crescimento desse tipo de conteúdo. Em abril, a plataforma Deezer informou que 44% das músicas adicionadas ao catálogo eram geradas por inteligência artificial. Já a Apple Music estimou que uma em cada três faixas disponíveis no serviço era produzida integralmente por IA.



