Um homem de 53 anos que estava preso sob suspeita de tentar estuprar uma criança em uma praia do Guarujá, no litoral de São Paulo, morreu após apresentar graves problemas de saúde depois de sofrer violência enquanto estava sob custódia.
Joselito Vitor dos Santos havia sido preso em flagrante em 30 de agosto. Ele era conhecido da família do menino e foi localizado pela polícia depois que uma testemunha registrou imagens de uma situação envolvendo os dois sob um deck na Praia da Enseada.
Segundo o registro policial, o suspeito teria levado a criança até uma área mais isolada sob a justificativa de que o menino precisava urinar. Uma testemunha desconfiou da movimentação, aproximou-se do local e gravou a cena antes de procurar a Polícia Militar.
Joselito foi encontrado pouco depois e detido. A prisão em flagrante acabou convertida em preventiva.
Preso chegou a CDP com queimaduras e lesões
No dia 9 de setembro, Joselito deu entrada no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na capital paulista, já apresentando queimaduras e outras lesões pelo corpo.
Informações registradas no caso apontam que ele teria sofrido agressões durante o período em que esteve preso e também teria sido vítima de violência sexual. As circunstâncias exatas em que os ferimentos ocorreram ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirmou que não houve registro de violência praticada pelos detentos que dividiam a cela com Joselito no CDP de Pinheiros. Segundo a pasta, ele já apresentava as lesões quando chegou à unidade.
Quadro evoluiu para sepse
Três dias depois de chegar ao CDP de Pinheiros, o preso passou mal e recebeu atendimento médico. Ele foi encaminhado inicialmente para uma unidade de pronto atendimento na região da Lapa e, posteriormente, transferido para a UTI do Hospital Geral Vila Penteado.
De acordo com o registro policial, Joselito apresentou disfunção renal e sepse de foco cutâneo, uma infecção grave que, no caso dele, teve origem nas lesões da pele. O quadro evoluiu para choque séptico refratário.
Ele morreu após permanecer internado sob escolta.
A SAP afirma que todos os procedimentos de atendimento médico e transferência para unidades de saúde foram realizados de acordo com os protocolos previstos.
As circunstâncias das agressões, das queimaduras e da violência relatada durante o período em que Joselito esteve sob custódia deverão ser investigadas.
O corpo foi sepultado no Cemitério Jardim da Paz, em Morrinhos, no Guarujá.



