(FOLHAPRESS) – O preço do petróleo teve uma queda superior a 2% nesta terça-feira (6) e atingiu o menor valor desde a última quinta-feira (1º), ficando abaixo de US$ 100, apesar de novos ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, a aeroportos da Arábia Saudita.
O barril Brent, referência mundial, caiu 2,4%, a US$ 97,91 (R$ 489,77), por volta das 6h30 (horário de Brasília). O contrato de dezembro já havia ficado abaixo de US$ 100 nessa segunda-feira (5), e o valor negociado nesta terça foi o menor desde quinta-feira, quando alcançou US$ 96,55.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também estava em desvalorização nesta terça, sendo cotado a US$ 87,74, queda de 1,86%, por volta das 7h15.
A diminuição no preço da commodity ocorreu mesmo com novos ataques a dois aeroportos da Arábia Saudita. Na noite de segunda-feira (no Brasil), os aeroportos de Jazan e Najran foram bombardeados, deixando três pessoas feridas, segundo a Autoridade-Geral de Aviação Civil do país, que atribuiu a ofensiva aos houthis.
O grupo do Iêmen anunciou nesta terça que passou a ter o controle total do país, incluindo áreas estratégicas no Mar Vermelho. O governo do país contesta a informação e diz que retomou o domínio em parte do território, como o estreito de Bab al-Mandab, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico.
“(Os houthis) mantêm controle total sobre todas as áreas conquistadas em terra”, afirmou o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, em post no Telegram. Não foi possível verificar de forma independente as alegações de nenhum dos lados, em uma região onde o acesso de jornalistas é difícil e os acontecimentos se desenrolam rapidamente.
Saree também afirmou que os houthis haviam realizado dezenas de ataques nas últimas horas contra forças governamentais nas regiões de Al-Jawf e Marib, além de atacar a província de Taiz. Na noite de segunda-feira, os houthis disseram ter atingido aeroportos e também uma refinaria pertencente à gigante petrolífera estatal saudita Aramco.
A guerra civil do Iêmen voltou a se intensificar após anos de relativa calmaria, abrindo uma nova frente na guerra mais ampla no Oriente Médio, iniciada com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro.
O conflito no Iêmen provocou uma grave crise humanitária que deixou a maior parte da população dependente de ajuda. Mais de 184 mil pessoas foram deslocadas pelos confrontos mais recentes, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).



