Bill Gates admite “grave erro de julgamento” sobre Epstein



Bill Gates prestou depoimento nesta terça-feira perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, em uma audiência a portas fechadas sobre sua relação com o financista nova-iorquino Jeffrey Epstein.

Em sua declaração inicial, publicada no site GatesNotes, o bilionário afirmou que “nunca deveria ter se encontrado com Epstein”, mas ressaltou que “nunca testemunhou nem teve qualquer indicação de que Epstein estivesse envolvido em atividades criminosas em andamento”.

“Nunca prejudiquei ninguém”, acrescentou Gates.

O magnata da tecnologia tornou-se a mais recente figura influente ligada a Epstein a prestar depoimento perante a Comissão de Supervisão do Congresso.

Ao chegar ao Capitólio, Gates destacou que compareceu voluntariamente e afirmou esperar que seu depoimento fosse “útil para o trabalho, o importante trabalho, do comitê, para buscar justiça para as vítimas”.

O presidente da comissão, o deputado republicano James Comer, solicitou formalmente que Gates testemunhasse após o nome do empresário aparecer diversas vezes em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça no âmbito da investigação sobre Epstein.

Gates afirmou que conheceu Epstein por meio de pessoas ligadas ao seu trabalho profissional e filantrópico e que se interessou pelas alegações de que o financista poderia ajudar a arrecadar bilhões de dólares para iniciativas globais de saúde.

Segundo Gates, a relação chegou ao fim em 2014, depois que concluiu que Epstein não seria capaz de cumprir essas promessas.

O fundador da Microsoft também afirmou que nunca visitou a ilha de Epstein nem outras propriedades associadas ao financista.

“Nunca vitimizei ninguém. Embora ele possa ter tentado desenvolver uma relação pessoal, eu nunca tive interesse nisso e nunca correspondi”, garantiu Gates.

Os chamados “arquivos Epstein” incluem registros de reuniões entre Gates e Epstein, trocas de e-mails sobre projetos filantrópicos e fotografias de Gates em eventos dos quais Epstein também participou.

De acordo com os documentos, a relação entre os dois começou em 2011, três anos após Epstein ter se declarado culpado, na Flórida, por aliciar uma menor para prostituição, e continuou pelo menos até o fim de 2014.

Gates, que preside a Fundação Gates, não foi acusado de qualquer irregularidade relacionada a Epstein e tem negado repetidamente ter conhecimento dos abusos cometidos pelo financista contra meninas.

Epstein foi acusado formalmente pelo governo federal dos Estados Unidos em julho de 2019 por tráfico sexual de menores e conspiração para cometer tráfico sexual de menores.

O Departamento de Justiça alegou que ele criou uma ampla rede de meninas, algumas com apenas 14 anos, para exploração sexual entre 2002 e 2005.

Jeffrey Epstein morreu em uma cela de prisão em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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