O crime ocorreu em meados da década de 1990, quando um homem de 27 anos foi dado como desaparecido pela família. Agora, cerca de 30 anos depois, veio à tona que a vítima morreu após uma discussão com os pais. A confissão do pai foi feita depois que o caso já havia prescrito, de acordo com a legislação espanhola.
Em declarações ao jornal local Las Provincias, Antonia, mãe da vítima, não admitiu participação no crime, mas forneceu detalhes sobre o local onde o corpo teria sido escondido.
Outros familiares, porém, afirmaram que ela confessou que o filho morreu após uma discussão, durante a qual ela o atingiu com uma chave de fenda, enquanto o marido o agrediu com uma pedra.
“Dizem que eu matei meu filho com minhas próprias mãos, mas estão mentindo”, afirmou Antonia, acrescentando que também está sendo acusada pela família de ter esquartejado e enterrado o filho.
Nesta semana, as autoridades realizaram buscas em uma casa no centro histórico de Dénia, atualmente ocupada por pessoas sem ligação com a família, e encontraram restos mortais enterrados no térreo do imóvel.
O Código Penal espanhol estabelece um prazo de prescrição de 20 anos tanto para homicídio culposo quanto para homicídio qualificado. Segundo a imprensa local, esse prazo começa a ser contado a partir da data em que a vítima foi morta.
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