RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Policiais apreenderam na sexta-feira (19) os celulares do pai, da mãe, do padrasto e da madrasta de Arthur Mello da Silva, 11. O menino morreu no último dia 12, no Rio de Janeiro, sob suspeita de envenenamento.
O exame toxicológico no corpo identificou a presença de terbufós-sulfóxido, composto semelhante a chumbinho usado em inseticidas.
A reportagem não conseguiu localizar os pais de Arthur.
Além da apreensão dos celulares, que vão passar por perícia técnica, os policiais também fizeram uma segunda perícia no imóvel onde Arthur passou mal e recolheram material genético. No imóvel vivem o pai e a madrasta da criança.
De acordo com os depoimentos dos pais, Arthur passou o fim de semana na casa da mãe, onde comemorou o aniversário da avó materna. Na segunda-feira (1º), ele saiu da escola, em Duque de Caxias, e foi para a casa do pai.
Arthur passou mal ainda na noite de segunda e ficou dez dias internado no Hospital Municipal de São João de Meriti, mas não resistiu.
Os depoimentos indicam que Arthur comeu um bolo de chocolate, que fora dado a ele na festa da avó materna –ele havia passado mal durante o fim de semana, e guardou o doce para comer depois.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso.
Leia Também: PM assume autoria de disparos que deixaram um morto e um ferido durante jogo do Brasil no Rio



