Bebê de 10 meses morre após estupro; parceiro da mãe e primo são presos



Uma bebê de 10 meses morreu, na última segunda-feira, após sofrer um estupro supostamente realizada pelo parceiro casual da mãe e pelo primo dele. Os homens foram detidos em flagrante em Fortaleza, no Ceará.

A mãe da criança, que estava no local do crime, alegou que estava dormindo e julgou que a filha estivesse engasgada. Por isso, alertou a Polícia Militar e os bombeiros mas, como o socorro não chegava, levou a bebê até ao hospital pelos próprios meios. No entanto, a menina não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

Os profissionais de saúde constaram que a menor tinha sido vítima de violência sexual, conforme disse a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que não forneceu mais detalhes sobre o caso.

Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, foram presos por serem suspeitos de terem cometido o crime. Aliás, Roberto Levy Oliveira Magalhães foi encontrado com o corpo em cima da bebê.

No interrogatório, a mãe da menina confessou às autoridades que mantinha um relacionamento casual com Francisco Ray Rodrigues Magalhães, que tinha conhecido poucos dias antes do crime. De acordo com o jornal Metrópoles, a mulher contou que foi a uma festa no apartamento do jovem e, em determinado momento, lhe pareceu que a bebê estava engasgada, onde acabou pedindo socorro. A polícia também investiga a hipótese de asfixia.

Além dos dois detidos, que apresentavam sinais de embriaguez, outras pessoas foram levadas até a delegacia para prestar esclarecimentos. Agora, a Polícia Civil aguarda a conclusão das perícias.

A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães assegurou que “acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes” e que o suspeito se submeteu “voluntariamente à recolha de material genético”.

“Esclarece, ainda, que o seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação. A defesa ressalva que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa um grave risco à própria procura da verdade, além de afrontar garantias constitucionais, como a presunção de inocência e o devido processo legal”, complementou.

“Eles acabaram com a minha vida”, diz pai da menina

Erisvaldo Almeida, pai da bebê, ficou sabendo da morte da filha através de um telefonema da ex-companheira, quando regressava de uma viagem.

“Não estou suportando. Acabou com a minha vida, eles acabaram com a minha vida, esses desgraçados. Ainda estou tão em choque, que não saio de casa, não como, não consigo… Não consigo entender como é que um ser humano tem coragem de fazer isso a uma criança, um bebê de 10 meses”, frisou.

O homem, que está há dois meses separado da ex-parceira, com quem tem em comum outro filho de 3 anos, relatou que, inicialmente, a mulher lhe disse que a bebê tinha sufocado com um lençol.

“Fiquei em choque, em pânico. Comecei a ligar para a família, o pessoal não me dizia nada, dizia só a mesma coisa, ou que tinha sufocado, ou que ela tinha dormido em cima da menina”, recordou.

Ao chegar a Fortaleza, Erisvaldo foi até uma delegacia, para tentar entender o que tinha acontecido. No local, disseram-lhe que havia suspeitas de que a menina tinha sido abusada sexualmente.

“Disseram: ‘É o seguinte, até ao momento, a sua filha não foi asfixiada, não morreu por conta própria. Ela foi morta, porque as partes íntimas dela estavam com marcas vermelhas, como se fosse sangue’”, disse.

O homem apontou também que, durante o velório, ficou “um pouco” a sós com a filha, mas não conseguiu acompanhar o enterro. “Não tenho força nem para sair de casa, para fazer qualquer coisa, não consigo acreditar nisto… […] Estou totalmente revoltado, indignado, quero justiça de todas as formas”, disparou.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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