A imprensa oficial de Pyongyang revelou que o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un acompanhou o teste de uma arma de “novo tipo”, informou sem revelar mais detalhes.
No domingo, a Coreia do Sul e o Japão tinham relatado o lançamento, pelo Norte, de dois mísseis balísticos de curto alcance, com um intervalo de poucas horas, em direção ao mar do Japão.
Seul denunciou um “ato grave” e Tóquio enviou um “protesto veemente” a Pyongyang.
Segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, a autoridade responsável pelo programa de mísseis “testou com sucesso um novo tipo de arma” no domingo, na presença de Kim Jong Un.
Pyongyang não forneceu informações mais precisas sobre as características do armamento.
Kim saudou o disparo, descrevendo-o como “sem dúvida uma demonstração impressionante de uma tecnologia de defesa ultramoderna e representou um progresso claro na modernização das suas forças armadas”, segundo a KCNA.
Nas fotos divulgadas pela agência, o líder norte-coreano surge acompanhado pela filha adolescente, Kim Ju-ae, considerada pela inteligência sul-coreana uma potencial sucessora na liderança do regime.
Uma das imagens mostra ambos observando uma tela com a inscrição do míssil “Hwasong-11”, o que sugeriria que este tipo de míssil balístico hipersônico poderia ter sido testado.
A tela indicava também um alcance de 908,2 quilômetros. No entanto, especialistas citados pela agência de notícias sul-coreana Yonhap levantaram a possibilidade de Pyongyang ter alterado o número para apresentar o teste como bem-sucedido.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse que o primeiro míssil percorreu aproximadamente 450 quilômetros e o segundo, mais de 600 quilômetros.
O gabinete presidencial sul-coreano instou a Coreia do Norte a suspender imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e acrescentou que Seul realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação.
Na semana anterior, a Coreia do Norte já tinha disparado mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, como um “exercício de ataque com poder de fogo”, informou a agência de notícias.
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.
O estatuto de potência nuclear da Coreia do Norte — que realizou o seu primeiro teste nuclear em 2006 e, desde então, desenvolveu uma vasta linha de mísseis balísticos — está consagrado na sua Constituição desde 2023.
No sábado, Pyongyang rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atómica que condenava o desenvolvimento do seu programa nuclear.
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