O príncipe Harry e Meghan Markle vão voltar a viver no Reino Unido seis anos depois de deixarem as funções como membros ativos da família real britânica e se mudarem para os Estados Unidos.
Segundo a revista “People”, os duques de Sussex retornarão ao país ainda neste mês acompanhados dos filhos, o príncipe Archie, de 7 anos, e a princesa Lilibet, de 5. As crianças devem começar a frequentar uma escola britânica em setembro.
A mudança, porém, não significa um abandono definitivo da vida construída fora do Reino Unido. Harry e Meghan pretendem manter a residência em Montecito, na Califórnia, assim como a casa de férias que possuem em Portugal. Ao mesmo tempo, estabelecerão uma nova base privada em território britânico.
Por questões de segurança e privacidade, não foram divulgados o local exato da nova residência nem a escola em que Archie e Lilibet estudarão.
Apesar da volta ao país, Harry e Meghan não retomarão funções oficiais na monarquia. Os dois continuarão na condição de integrantes não atuantes da família real, seguindo o acordo estabelecido quando deixaram suas atribuições em 2020.
Antes de se mudarem para os Estados Unidos, o casal tinha como residência britânica Frogmore Cottage, em Windsor, imóvel cedido pela rainha Elizabeth II. Após a publicação do livro de memórias de Harry, “Spare”, lançado em 2023 com revelações sobre os bastidores da família real, o rei Charles III pediu que os Sussex deixassem a propriedade.
O monarca foi informado sobre os novos planos do filho no domingo, 16 de agosto. Segundo a “People”, Charles recebeu bem a decisão, principalmente pela possibilidade de passar mais tempo com os netos.
A mudança ocorre poucas semanas depois de Harry e Meghan terem levado Archie e Lilibet ao Reino Unido durante o verão europeu. A viagem marcou o primeiro reencontro das crianças com o avô em mais de quatro anos. A família se encontrou com Charles em Highgrove House.
Na mesma passagem pelo país, Harry participou de compromissos relacionados aos Jogos Invictus de 2027, que serão realizados em Birmingham.
Harry e Meghan deixaram a linha de frente da monarquia em 2020 em busca de maior independência financeira e liberdade para conduzir a vida pessoal e profissional.
Na época, o casal chegou a defender um modelo no qual continuaria prestando apoio à monarquia enquanto desenvolvia atividades comerciais próprias. A proposta não avançou, e ficou definido que eles deixariam de representar oficialmente a Coroa e de exercer as funções reservadas aos membros ativos da família real.
Já instalados nos Estados Unidos, Harry e Meghan fizeram uma série de revelações sobre a experiência na família real. Em 2021, concederam uma entrevista a Oprah Winfrey. Depois, lançaram a série documental “Harry & Meghan”, na Netflix, e, em 2023, o príncipe publicou o livro de memórias “Spare”, chamado de “O Que Sobra” no Brasil



