RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – Dois presos estrangeiros renderam um policial penal, pularam o muro e fugiram do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, em Bangu, no Rio de Janeiro, neste sábado (26). Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), eles foram imediatamente recapturados.
Os presos foram identificados como Gerel Lusiano Palm, de nacionalidade holandesa, e Juan Estebán Avendaño Perez, colombiano.
A Seppen informa que eles serão encaminhados à delegacia para adoção das medidas cabíveis. Eles foram recapturados ainda na área do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste.
O policial penal não se feriu. A Corregedoria da Seppen vai instaurar procedimento para apurar o ocorrido.
Gerel Lusiano Palm foi preso pela Polícia Federal em julho de 2021 em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio. O nome dele estava na lista da Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.
A Difusão Vermelha é um alerta internacional enviado pela Interpol para avisar as autoridades policiais dos países membros sobre procurados pela justiça.
Ele foi condenado pelo tribunal de Oos-Brabant, na Holanda, a 20 anos de prisão pelos dois crimes. Segundo a PF à época, Palm também respondia a processo por homicídio ocorrido em 2015, além de ser procurado pelo DEA (Drug Enforcement Administration), órgão de polícia federal dos Estados Unidos, por tráfico internacional de drogas.
Em março deste ano, o STF decretou a prisão preventiva de 15 pessoas, entre elas agentes de segurança e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena, no âmbito de inquérito que investiga a atuação do Comando Vermelho no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos.
Segundo a PF (Polícia Federal), o grupo utilizou cargos públicos para favorecer o traficante holandês.
Carracena atuava como articulador central, utilizando sua influência política para intermediar vantagens indevidas, diz a PF. Fabrizio Romano, delegado da PF, teria oferecido influência interna em favor do traficante holandês e negociado vantagens.
O policial penal Luciano Pinheiro, já condenado por ligação com o tráfico, teria atuado como facilitador político e operacional, enquanto a advogada Patrícia Carvalho Falcão teria participado de pagamentos indevidos a servidores.
Já o colombiano foi preso em dezembro de 2022 em uma ação conjunta entre as polícias Civil e Federal, na comunidade da Muzema, no Rio. Ele era suspeito de integrar o Cartel de Medellin e havia sido condenado a 40 anos de prisão pela morte de um policial na Colômbia em 2010. Ele também constava na lista da Difusão Vermelha da Interpol.
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