Polícia recupera oito obras de Matisse roubadas em biblioteca de SP


A Polícia Civil de São Paulo recuperou oito obras do pintor francês Henri Matisse que haviam sido roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista, em dezembro. As peças foram localizadas em uma residência em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Segundo a polícia, as gravuras, pertencentes à série “Jazz”, estão avaliadas em aproximadamente US$ 200 mil. Elas estavam com um homem armado, apontado pelos investigadores como responsável por guardar o material para o suposto mentor do crime. Ele foi preso.

O homem considerado o articulador do roubo já havia sido detido em abril pelas autoridades do Rio de Janeiro. Uma mulher investigada por participação no caso também está sob custódia.

As investigações indicam que os envolvidos atuavam de forma organizada, com planejamento e divisão de funções para executar o roubo, receber as peças e tentar inseri-las no mercado ilegal de obras de arte.

O crime ocorreu em 6 de dezembro, quando dois homens armados entraram na Biblioteca Mário de Andrade e levaram 13 obras que faziam parte de uma exposição. Além das oito gravuras de Matisse agora recuperadas, foram roubadas cinco ilustrações de Candido Portinari, que continuam desaparecidas.

Durante a ação, os criminosos renderam uma segurança e um casal de idosos que visitava a mostra. Em seguida, colocaram as obras em uma bolsa de lona e deixaram o prédio pela entrada principal.

Dois dias depois do assalto, um suspeito de envolvimento foi preso no centro de São Paulo. Ele foi identificado a partir do trabalho de investigação e da análise de imagens de câmeras de segurança.

As peças integravam a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, composta principalmente por trabalhos das décadas de 1940 e 1950.

Entre os destaques estava “Jazz”, de Henri Matisse, obra publicada na França em 1947. Segundo a casa de leilões Christie’s, existem 250 exemplares assinados da série.

O catálogo da exposição apresenta “Jazz” como um dos trabalhos de destaque da fase final da produção de Matisse. O artista começou a desenvolver o livro em 1943, período em que estava com a mobilidade reduzida após procedimentos médicos e passou a criar composições com papéis recortados, técnica que ficou associada à expressão “pintar com a tesoura”.

As cinco obras de Candido Portinari levadas no mesmo roubo eram ilustrações produzidas para edições especiais de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “Menino de Engenho”, de José Lins do Rego. Até o momento, essas peças não foram recuperadas.

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3044 da Mega-Sena, sorteado nesta quinta-feira (13). Com o resultado, o prêmio acumulou e pode chegar a R$ 38 milhões no próximo concurso, marcado para domingo (16)

Folhapress | 03:00 – 14/08/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *