Trump diz ter “direito” a se candidatar de novo porque “roubaram” vitória


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que acredita ter o direito de disputar um terceiro mandato presidencial. Durante um comício no estado de Iowa, o republicano voltou a alegar, sem apresentar provas, que houve fraude nas eleições de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

“Roubaram nossa segunda eleição. Na verdade, ganhei três vezes, por isso acho que tenho o direito de me candidatar novamente”, declarou Trump, em referência à disputa presidencial de 2020.

O presidente já mencionou diversas vezes a possibilidade de concorrer novamente à Casa Branca, apesar de a Constituição dos Estados Unidos estabelecer um limite de dois mandatos presidenciais por pessoa.

Trump venceu as eleições de 2016, quando derrotou Hillary Clinton, e de 2024, quando superou Kamala Harris. Em 2020, perdeu para Joe Biden.

Desde então, o republicano sustenta repetidamente que a eleição foi fraudada. No entanto, as ações judiciais e investigações realizadas após a votação não encontraram evidências de irregularidades generalizadas capazes de alterar o resultado.

Constituição dos EUA permite um terceiro mandato?

A 22ª Emenda à Constituição americana estabelece que nenhuma pessoa pode ser eleita presidente dos Estados Unidos mais de duas vezes.

A regra foi ratificada em 1951, após Franklin D. Roosevelt ter sido eleito para quatro mandatos consecutivos.

Para que Trump pudesse disputar novamente a Presidência, seria necessária uma alteração constitucional. O processo exige a aprovação de dois terços das duas Casas do Congresso ou a convocação de uma convenção constitucional por dois terços dos estados, além da ratificação por três quartos dos estados americanos.

A Constituição não prevê uma exceção que permita a um presidente disputar um terceiro mandato por considerar que uma eleição anterior foi fraudada.

Trump volta a questionar as eleições de 2020

Em julho, Trump já havia retomado as acusações sobre a eleição de 2020 durante um pronunciamento televisionado.

Na ocasião, apresentou documentos desclassificados que, segundo ele, indicariam vulnerabilidades no sistema eleitoral americano e possíveis interferências estrangeiras.

Entretanto, análises realizadas por organizações independentes de verificação, como o FactCheck.org, concluíram que os documentos não demonstravam a existência de fraude eleitoral generalizada nem comprovavam manipulação de votos capaz de modificar o resultado da disputa.

As alegações de Trump sobre a eleição de 2020 também foram examinadas em diferentes processos judiciais, sem que fossem apresentadas provas suficientes para invalidar a vitória de Biden.

Republicanos intensificam campanha para eleições de novembro

As declarações ocorrem em meio à mobilização do Partido Republicano para as eleições legislativas de 3 de novembro, quando os americanos escolherão todos os integrantes da Câmara dos Representantes e parte dos membros do Senado.

O partido de Trump busca manter o controle do Congresso, em uma disputa que terá impacto sobre a capacidade do governo de aprovar projetos e implementar sua agenda política durante os dois últimos anos do atual mandato presidencial.

Depois de participar de comícios na Carolina do Norte e em Iowa, Trump tem novos eventos de campanha previstos na Flórida, Geórgia, Michigan e Texas.

As viagens fazem parte dos esforços para mobilizar eleitores republicanos e apoiar os candidatos do partido nas disputas legislativas.

Integrantes do movimento Maga, alguns com acesso direto a Donald Trump, discutem medidas extraordinárias caso considerem fraudulentas as eleições legislativas de novembro. Entre as propostas estão a decretação de lei marcial e a apreensão de cédulas e equipamentos de votação. A Casa Branca não confirmou apoio às ideias

Folhapress | 14:00 – 22/10/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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