Quando se fala em alimentação pouco saudável, ganho de peso e obesidade costumam ser as primeiras consequências lembradas. O impacto da dieta, porém, pode ir além. Hábitos alimentares inadequados estão associados ao desenvolvimento ou ao aumento do risco de diferentes doenças crônicas.
Segundo a nutricionista Andreina De Almeida, em conteúdo publicado pelo site Tua Saúde, problemas como obesidade, anemia por deficiência de ferro, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares estão entre as condições que podem ter relação com uma alimentação inadequada.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também aponta a alimentação não saudável como um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças não transmissíveis, entre elas diabetes, doenças cardíacas, AVC e alguns tipos de câncer.
1. Obesidade
O consumo frequente de alimentos muito calóricos e ultraprocessados, especialmente quando associado à baixa ingestão de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e outras fontes de fibras, pode favorecer o ganho de peso. A obesidade, por sua vez, aumenta o risco de diversos outros problemas de saúde.
2. Anemia por deficiência de ferro
Nem toda anemia é provocada pela alimentação, mas uma dieta com quantidade insuficiente de ferro pode levar à anemia ferropriva. Alimentos como feijão, carnes, ovos, vegetais verde-escuros e produtos fortificados ajudam a fornecer o mineral.
3. Diabetes tipo 2
Uma alimentação com excesso de calorias, açúcares e determinados tipos de gordura pode contribuir para ganho de peso e alterações metabólicas relacionadas à resistência à insulina. A obesidade também é um importante fator de risco para o diabetes tipo 2.
4. Doenças cardiovasculares
O padrão alimentar influencia fatores como pressão arterial, colesterol, peso corporal e níveis de glicose. Por isso, uma dieta desequilibrada pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, enquanto uma alimentação saudável ajuda a proteger contra problemas como doença cardíaca e AVC.
5. Gordura no fígado
A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, tem diferentes fatores envolvidos em seu desenvolvimento. Excesso de peso, alterações metabólicas e hábitos alimentares inadequados podem contribuir para o problema, mas a condição não deve ser atribuída apenas à alimentação.
6. Osteoporose
Uma dieta pobre em nutrientes importantes para os ossos também pode cobrar seu preço ao longo dos anos. A ingestão insuficiente de cálcio e vitamina D está associada a maior risco de perda de massa óssea, osteoporose e fraturas.
7. Doença renal crônica
O consumo excessivo de sal e uma alimentação de baixa qualidade podem contribuir indiretamente para problemas renais ao favorecer condições como hipertensão, diabetes e obesidade. Diabetes e pressão alta estão entre as principais causas de doença renal crônica em adultos.
8. Alguns tipos de câncer
Não existe uma única dieta que, isoladamente, determine o aparecimento de câncer. O risco depende de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Ainda assim, baixa qualidade da dieta, obesidade e consumo frequente de determinados alimentos estão associados a maior risco de alguns tumores.
A OMS destaca que dietas ricas em frutas, verduras e outros alimentos pouco processados estão associadas a menor risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.
Sinais devem ser avaliados individualmente
Fadiga, queda de cabelo, alterações de apetite e perda de peso sem explicação podem aparecer em diferentes problemas de saúde e não indicam, por si só, que a alimentação seja a causa. Diante de sintomas persistentes, a recomendação é procurar avaliação profissional em vez de tentar corrigir o problema apenas com mudanças na dieta ou suplementos.
O tratamento também varia conforme a condição e pode envolver mudanças na alimentação, atividade física, acompanhamento médico e nutricional e, em determinadas situações, medicamentos ou outros procedimentos.



