De acordo com a Reuters, os quatro consumidores que apresentaram a ação, em dezembro de 2025, alegam que o nome McRib e o formato da carne, moldada para lembrar uma porção de costelas, levam o público a acreditar que o sanduíche é preparado com esse corte suíno.
Eles também questionam o preço do produto, vendido por cerca de US$ 7, apesar de, segundo a ação, utilizar cortes de carne de menor valor comercial.
O McRib não faz parte do cardápio do McDonald’s no Brasil. O sanduíche é comercializado principalmente nos Estados Unidos, onde costuma voltar às lojas por períodos limitados
Afinal, o McRib tem carne de costela?
O McDonald’s informa que o sanduíche é feito com carne suína desossada, mas não especifica que seja carne de costela.
Na avaliação da juíza, o argumento dos consumidores não pode ser descartado nesta fase do processo. Perry também rejeitou a tese apresentada pela empresa de que seria irrazoável alguém acreditar que o McRib contém costela de porco.
“A interpretação de ‘McRib’ apresentada pelos autores não é irrazoável nem fantasiosa”, escreveu a magistrada, segundo a Reuters.
A juíza observou ainda que os consumidores não são obrigados a pesquisar os ingredientes de um sanduíche antes de comprá-lo para descobrir se o nome corresponde ao corte de carne utilizado.
O que diz o McDonald’s?
O McDonald’s nega ter enganado os consumidores e afirma que o McRib é produzido com carne suína fornecida por produtores dos Estados Unidos.
A empresa também rejeita as alegações de que o produto contenha órgãos como coração, estômago ou intestinos de porco, mencionados pelos autores da ação.
A rede argumenta que o nome comercial de um produto não precisa identificar exatamente os ingredientes utilizados e sustenta que as informações sobre a composição do sanduíche estão disponíveis aos consumidores.
O McRib chegou ao cardápio americano em 1981 e é vendido por períodos limitados. O sanduíche leva carne suína, molho barbecue, cebola e picles, servidos em um pão alongado.
Os autores da ação pedem indenização e mudanças na forma como o produto é anunciado. A decisão da Justiça não estabelece que houve publicidade enganosa, apenas permite que o processo continue.



